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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Entre sombras e cinzas


Nossas sombras se refletem
Em corpos separados.
Nossas retinas se procuram
Entre olhares insanos,
Pensamentos ardentes
Com desejos em labaredas.
A falta do seu olhar
Chega a me sufocar.
Entre as cinzas das lembranças
Desse amor que queima
Perco até meu ar. 
 
Fátima Lima

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Imaginário

Meu pensamento habita
Entre o silêncio e desejo.
Por trás da cortina da ilusão
Onde posso tocá-lo
Confundir com a razão.
Soltar as amarras
E o sentimento...
Prender-se na imaginação!

Fátima Lima

Nas asas da saudade


Tenho saudade de tudo.
Fecho-me no armário de lembranças
Releio páginas da minha vida
Procurando o exato momento
Que seu olhar cruzou o meu.
Alimento meu silêncio
Com alma inquieta.
Encontro os pedaços
Que nos restaram
Destroçados no amanhecer
De sonhos descompostos.
Enquanto prendo-me,
Dou asas a minha saudade
Que voa na penumbra do destino.
Se por acaso encontrar a sua,
Não assumo qualquer  desatino!

Fátima Lima

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Meu livro

Fiz de você meu livro preferido!
Mergulhei nas suas letras
Folheei... Senti seu cheiro.
Tateei suas letras,
Traduzi seus sonhos,
Letra a letra vivenciei você.
Deslizei por meus dedos seus desejos,
Fitei meus olhos no seu coração
Com palavras de amor.
Saboreei a linguagem do querer
Madrugadas adentro
Escorrendo em mim
A essência de um conto real.
Nas páginas da nossa fantasia
Senti-me saciada nas descobertas
De cada parágrafo vivido
Embaixo das nossas cobertas. 
 
Fátima Lima

Não deixe...

Não deixe
O tempo agir por nós
Levar de mim
Seu cheiro
Do meu travesseiro.
Sua digital,
Do meu corpo apagar.
Seu gosto
Faltar no meu paladar.
Não deixe...
Minha memória falhar
E em algum arquivo sem uso
Esquecer seu sorriso
Vem!
Não deixe!
O brigadeiro perder o sabor
Nosso filme preferido terminar
A cama sem bagunçar.
A pipoca esfriar,
A tarde anoitecer
Sem o brilho do seu olhar.
A noite virar madrugada,
Sem você aqui para me amar!


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ruídos

Procuro-te nos ruídos
Que silenciam minha alma
Nas sombras que nos definem
Nas lembranças que nos alimentam
Nos pensamentos que nos ligam
Em melodiosos refúgios
Que a ausência nos abraça!

Fátima Lima

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Noturnos


A noite chega
Traz consigo o escuro.
O silêncio ecoa
Na procura das lembranças.
Enquanto os pensamentos
Encontram-se na distância
Do invisível que nos pertence
E repousam na claridade
Que nossa alma acaricia.

Fátima Lima

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Dependências

Sigo os rastros
Que você deixou.
Farejo seu cheiro no ar
Olho para as paredes
Vejo seu rosto
Como uma tela pintada.
Deslizo meu olhar sobre ela
Mergulho em cada expressão
Que o pincel da saudade pintou.
Preservo seu espaço na cama
Seu suor ainda escorre no linho
Das minhas lembranças.
Na bagunça dos meus lamentos
Sua voz soa atiçando
Melodiosos convites
A entrega dos nossos desejos.
Não me atrevo a mudanças
Ignoro as leis do desapego.
Nego-me a faxinar seus fragmentos
Espalhados pelo meu mundo
Nego-me a remover
Suas partículas grudadas em mim
Para não descarnar meu sentimento .
Assim posso tê-lo
Além do meu pensamento.
Fátima Lima

domingo, 5 de novembro de 2017

Passagens!

São...
Esses...
Momentos...
Efêmeros...
Que no ..
Passar..
Do vento...
Suas...
Lembranças..
Povoam...
Meus...
Pensamentos...
Pousam...
Na folha...
E a...
Saudade...
Transforma-se..
Em poesia!

Fátima Lima

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Espero-te


Faça tuas malas
Vem de qualquer jeito
Minha vida, te espera.
Traga esse olhar doce
Outrora malicioso.
Não esqueça, "aquela" gargalhada
Boba... Simples ou do nada!
Venha como quiser
Como vier
Com defeitos e virtudes.
Até, sem desvencilhar
Teus medos,
Teus segredos.
Venha com essa cabeça louca,
Com palavras doces na  boca
Com mala pesada de beijos.
Preencha todos os espaços
Com carinho e desejos aparentes.
Venha sem demora
Conto as horas.
Já estou na porta
Para  esvaziar
Tudo que em nós,
Não suporta!
 
Fátima Lima

domingo, 15 de outubro de 2017

Decisões

Passaram-se noites
Dias e madrugadas frias.
Olhei para o horizonte,
Nuvens e para o pôr do sol.
Senti o frio da ilusão
Soprando a favor da razão.
Preparei minha alma
Ao desapego da nossa história
Procurei a borracha do tempo
Para apagar o que a mente
Insiste em guardar.
Rasguei os versos,
Amassei os sonhos
Neguei-me ouvir nossa música
Mudei de caminho
Troquei a rua
Para não esbarrar na cara sua.
Tudo em vão!
Não adianta contramão
Nas vias do coração.
Mudei o sentido
Você surgiu sorrindo
No olhar trazia um pedido,
Socorro!
Deixa-me ficar em você.
Resta-me saber...
Se fico ou se corro!

Fátima Lima

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dias assim

Há dias
Que queremos chutar nossas pedras
Mesmo que sangrem as razões.
Há dias que queremos assustar
Nossos próprios medos.
Dias assim...
Que vivemos em stand by
A alma pedindo reset
Enquanto o coração pede play!
Dias esses
Que as distâncias viram abismos
Que por entre olhares nos atiramos
Enquanto nossas vozes murmuram
Vem pra minha vida, outra vez.
Há dias...
Que a saudade entra em pane
Nosso mundo apaga
Enquanto a esperança
Acende a luz do destino
Que por descuido, nos uniu uma vez!
 
Fátima Lima

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sopros

O vento insiste
Soprar em minha direção
Vem carregado do seu cheiro
Sussurra seu desejo
Banha-me de lembranças
E nessas sensações
Por um segundo
transporto-me para seu mundo
E mato minha saudade.

Fátima  Lima

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Nas asas do vento

Deixo o vento me levar.
Sem apelar,
Abro minhas asas.
Faço apenas um pedido:
Leva-me até a felicidade
Tenho pressa!
Se preciso for...
Pegue um atalho.
Deixo-me voar alto
Voar por entre nuvens!
Lá, guardo meus sonhos.
Quero sentir a brisa me tocar
No alto sentir
As turbulências do meu pensamento
Com alma solta
Voar até encontrar... Seu sentimento.

Fátima Lima

sábado, 9 de setembro de 2017

Sofrências

Hoje preciso de um gole
Quem sabe... Um porre!
Dane-se com teu olhar
Minha mágoa, vou desaguar.
Bote outra... Outras
...Todas!
Hoje, permito-me
Ouvir nossa música
Quem sabe... Até cantar.
Ecoar aos quatro cantos
Até tu me escutar
Desculpa se eu chorar.
Não precisa falar,
Só me escutar
Por hoje... Vou te amar
Até minha ressaca passar.

Fátima Lima

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Seu tudo em mim

Tento esvaziar
Nossas lembranças
Mas, em vão!
Tudo vem a tona
Vem mais forte
Com o acréscimo
Da saudade.
Vivo com a nitidez
Do seu olhar no meu olhar
Ouço seu gargalhar
Sua voz a me chamar
Seus gemidos ecoam
Nas minhas madrugadas.
Guardei em mim
O "tudo" que você me agrada
Ficou em mim
Até o seu pensamento
E dele me alimento!

Fátima Lima

sábado, 29 de julho de 2017

Sem espaço

Hoje, quando escrevi para você
Senti a leveza da folha
Querendo voar
As palavras não cabiam ali
A caneta deslizava
Sem nada revelar
A tinta insistia falhar
Até minhas palavras
Outrora fáceis
Negaram-se a falar
Fim de uma inspiração?
Não sei...
O vento soprou!
Ainda senti um pouco de você
Fechei os olhos
Relembrei seu sorriso de chegada
Seu olhar marejado nas partidas
Dobrei a folha
Nada escrevi
Pois, o mais lindo
Dos versos
Minha alma escreveu
Guardei-os
No coração
E faço deles
Minha leitura diária
Mas, nas linhas
Não há mais espaço
Para você e eu!

Fátima Lima

terça-feira, 18 de julho de 2017

Navegando

Minha poesia
Navega nas águas da saudade
O ontem que fomos
Aflora nas águas
Junto as lembranças
Calmarias e ventanias
Embarcados nas rimas
De um amor a deriva.
O sol vai embora
A lua vem
Um farol de incertezas
Brilha ao longe
Sinaliza novo cais
Chegadas e partidas
De um coração navegável
Banhado de levezas.

Fátima Lima

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Bagunças emocionais

Desculpe a bagunça!
Meu mundo está em reformas.
Nessa bagunça,
Tento encontrar meus cacos.
Nesses  transtornos
As vias do meu coração
Estão sendo pavimentadas.
Disfarce o olhar
Ao entrar no meu quarto
Os lençóis ainda estão amassados
Os travesseiros ainda exalam seu cheiro
As lembranças do nosso amor
Estão como telas nas paredes.
Tente não olhar ao redor
Ainda há xícaras de café
Sobre o criado mudo
E nelas a marca da sua boca.
Ainda sinto  a umidade nos lençóis
Molhados de suor
Com gotas do nosso amor.
Quanto as paredes,
Elas continuam mudas
Guardando em grito
Com ar de felicidade
Nossa intimidade.
 
Fátima Lima