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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Suite 47

Fundi-me...
entregando nos seus braços meu amor
Sou corpo nu dominado pela paixão
nos poros, vertendo tesão.
Sou corpo embriagado
deslizando na sua pele
ao som de gemidos e suspiros calados.
Sou mão percorrendo caminhos
livre e ávida provocando sensações
prolongando e regando emoções.
Vem!!!
Descubra meu corpo e viaje nos meus pensamentos.
Tome posse da minha alma demente.
Faça de mim sua moradia
e no recôncavo do meu ser sua estadia.
Seduza-me
entrego-me ao seu toque mundano
e de prazer meu corpo vai  inundando.
No mel do seu amor vou me lambuzando.
Lá fora...
as  luzes da noite vão se apagando
dando vez ao clarão do dia.
Aqui dentro...
estou presa no quarto
e continuo nos seus braços
permitindo outros abraços.
Sem pressas, limites e regras
nosso amor  reinicia
numa doce  magia.

Fátima Lima

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Carta além


Hoje  resolvi escrever uma carta  pra  você.
Por  um  segundo  tenho tanto  pra  dizer
e  nada  consigo  descrever.
Resolvi  abrir  meu  baú  de  recordações.
Em  papéis amarelados  tento  nos revelar.
Fácil?
Não!!! Vou  me  sentir  invasora na nossa  história.
São  manhãs  tardes  e  noites  gravadas no meu eu
Nem  sei  se  posso  falar  das  madrugadas!
Acho que vou  deixar mais uns dias na minha memória  afetiva.
Escolher  uma  chave,  uma senha...um depois.
Fico  aqui a  lhe  escrever,  sem a certeza que vai  ler.
Escrevo  pra  você...
São linhas tênues que  se  desviam  por atalhos,
esperando  no  final se  encontrar.
Vou  me  deixar  conduzir  pela  emoção,
como  todas as  vezes, mergulhada  na  ilusão...
Mas  faz  parte  de  um  roteiro,
filme  de  amor que  o  destino censurou.
Mas, a  vida  continuou escrevendo  capítulos.
Textos,  seus  e  meus.  Romance de  nós  dois...
Com  amor,  hoje  escrevo.
  EU!!!!!



Fátima Lima

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Grão de areia, grão da esperança


Pela primeira  vez  vejo  meu  castelo ruir.
Nele, desabam  sonhos construídos  na  noite
Alimentados na  manhã.
Desejos e  juras caindo
junto  deles,  uma  lágrima  rolando.
A  dor  fria, impiedosa  chegando
acenando perdas  em tempestades  saudosas.
Agarrei você  como  um  punhado  de areia.
Aos  poucos e  longos  prantos
sou  obrigada  abrir  a  mão,
deixar  o  vento  levar...
Só  espero que  algum  grão
bata  na  porta  do  seu coração.
Sem saber  se ainda posso  lhe  desejar,
sem saber se  ainda  existe uma  porta  pra  mim.
Não  negue de  abrir  essa porta  e  guardar  esse  grão.
Por  muitas  noites  ele  poderá  lhe  apertar  o  coração
Arranhar  seus  olhos,  talvez até  chorar.
Mas, também vai  lembrar como  foi  forte  meu  amor
Intenso  foi  nosso  querer.
Não  posso  mais  pedir  nada.
Fecharei  esse  ciclo a  força.
Em casulo  habitarei, até  o  dia  da  transformação.
Amarei  outros
caminharei  outros passos
construirei outros  castelos
assim,  a  vida  me  fez...
Amar será sempre minha  trilha.
Mas,  se  esse  vento retornar
soprar  a  meu  favor,
agarrarei  com todas  minhas  forças
minhas  mãos  não  abrirei
Não  deixarei  o  vento lhe  levar.

Fátima Lima