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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Entre sombras e cinzas


Nossas sombras se refletem
Em corpos separados.
Nossas retinas se procuram
Entre olhares insanos,
Pensamentos ardentes
Com desejos em labaredas.
A falta do seu olhar
Chega a me sufocar.
Entre as cinzas das lembranças
Desse amor que queima
Perco até meu ar. 
 
Fátima Lima

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Imaginário

Meu pensamento habita
Entre o silêncio e desejo.
Por trás da cortina da ilusão
Onde posso tocá-lo
Confundir com a razão.
Soltar as amarras
E o sentimento...
Prender-se na imaginação!

Fátima Lima

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Noturnos


A noite chega
Traz consigo o escuro.
O silêncio ecoa
Na procura das lembranças.
Enquanto os pensamentos
Encontram-se na distância
Do invisível que nos pertence
E repousam na claridade
Que nossa alma acaricia.

Fátima Lima

domingo, 15 de outubro de 2017

Decisões

Passaram-se noites
Dias e madrugadas frias.
Olhei para o horizonte,
Nuvens e para o pôr do sol.
Senti o frio da ilusão
Soprando a favor da razão.
Preparei minha alma
Ao desapego da nossa história
Procurei a borracha do tempo
Para apagar o que a mente
Insiste em guardar.
Rasguei os versos,
Amassei os sonhos
Neguei-me ouvir nossa música
Mudei de caminho
Troquei a rua
Para não esbarrar na cara sua.
Tudo em vão!
Não adianta contramão
Nas vias do coração.
Mudei o sentido
Você surgiu sorrindo
No olhar trazia um pedido,
Socorro!
Deixa-me ficar em você.
Resta-me saber...
Se fico ou se corro!

Fátima Lima

sábado, 9 de setembro de 2017

Sofrências

Hoje preciso de um gole
Quem sabe... Um porre!
Dane-se com teu olhar
Minha mágoa, vou desaguar.
Bote outra... Outras
...Todas!
Hoje, permito-me
Ouvir nossa música
Quem sabe... Até cantar.
Ecoar aos quatro cantos
Até tu me escutar
Desculpa se eu chorar.
Não precisa falar,
Só me escutar
Por hoje... Vou te amar
Até minha ressaca passar.

Fátima Lima

sábado, 29 de julho de 2017

Sem espaço

Hoje, quando escrevi para você
Senti a leveza da folha
Querendo voar
As palavras não cabiam ali
A caneta deslizava
Sem nada revelar
A tinta insistia falhar
Até minhas palavras
Outrora fáceis
Negaram-se a falar
Fim de uma inspiração?
Não sei...
O vento soprou!
Ainda senti um pouco de você
Fechei os olhos
Relembrei seu sorriso de chegada
Seu olhar marejado nas partidas
Dobrei a folha
Nada escrevi
Pois, o mais lindo
Dos versos
Minha alma escreveu
Guardei-os
No coração
E faço deles
Minha leitura diária
Mas, nas linhas
Não há mais espaço
Para você e eu!

Fátima Lima

terça-feira, 18 de julho de 2017

Navegando

Minha poesia
Navega nas águas da saudade
O ontem que fomos
Aflora nas águas
Junto as lembranças
Calmarias e ventanias
Embarcados nas rimas
De um amor a deriva.
O sol vai embora
A lua vem
Um farol de incertezas
Brilha ao longe
Sinaliza novo cais
Chegadas e partidas
De um coração navegável
Banhado de levezas.

Fátima Lima

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nuvens de pensamentos

Cansei de me agredir
Com pensamentos
Que me levam a você.
Que eles sejam
como nuvens
Que sobrevoam no infinito
E desmancham-se
Na certeza
Que tudo é efêmero.
Guardarei em mim
Somente o brilho do luar
Que nas noites nos cobriu
  Com um lençol de poesia.
Lembrarei somente do sol
Que entre ao se por e ao nascer
Deveremos a ele e a vida
Sorrisos ao amanhecer!


Fátima Lima

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Bagunças emocionais

Desculpe a bagunça!
Meu mundo está em reformas.
Nessa bagunça,
Tento encontrar meus cacos.
Nesses  transtornos
As vias do meu coração
Estão sendo pavimentadas.
Disfarce o olhar
Ao entrar no meu quarto
Os lençóis ainda estão amassados
Os travesseiros ainda exalam seu cheiro
As lembranças do nosso amor
Estão como telas nas paredes.
Tente não olhar ao redor
Ainda há xícaras de café
Sobre o criado mudo
E nelas a marca da sua boca.
Ainda sinto  a umidade nos lençóis
Molhados de suor
Com gotas do nosso amor.
Quanto as paredes,
Elas continuam mudas
Guardando em grito
Com ar de felicidade
Nossa intimidade.
 
Fátima Lima

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Eu, poesia!



Poeticamente falo de silêncios
Emano palavras aos ventos
Invoco chamados nas idas e vindas
Das marés dos meus sonhos
Dou-me asas, viajo mundos
Mesclo com cores
O riso e a dor
Navego nas lágrimas do desamor
Dou festa de prazer
Nas fantasias do amor
Rodopio nas rimas
Bailo sobre o dissabor
Alimento meus versos com desejos
No fogo que queima e arde meu coração
Das cinzas crio outra realidade
Para não morrer de ilusão.

Fátima Lima

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Somos todos iguais

Sua ação tem reação
Distancia-me do meu mundo
Dói-me na alma bem fundo
Deixando-me em plena aberração

Não sou melhor, nem pior
Recolho minha dor
Nem vejo alguém superior
Enxergo somente desamor


Raça, cor...
mistura diferente
Aos meus olhos, incolor
Mas, quem difere é sua mente.


Assim, Deus nos criou
Cada um do seu jeito
Hoje, aperta-lhe o peito
ver tanto preconceito! 


Fátima  Lima

Rimas inversas e perversas

Procurei uma palavra doce
Para compor uma poesia
Sobre política
Encontrei marmelada
Essa é doce,
Rima até com palhaçada.
Mas, eu queria mais.
Queria rimas de paz
Esperança e renovação
Encontrei embromação
Desisti!
Não encontrei palavras
Amenas à política
Somente com politicagem
Onde todos só se preocupam
Em levar vantagem
Vitimando uma nação
Na lama da corrupção
Procurei dar emoção aos versos
Encontrei a esperança
Soterrada dentro do cidadão.
Definitivamente!
Política não rima com poesia.
Que haja a cura para todo esse mal
Que contamina o homem
E espalha hipocrisia.

Fátima  Lima

sexta-feira, 17 de março de 2017

Pontuando...

Quantas folhas
Rabisquei, amassei
E joguei fora
Quantas palavras
Procurei para expressar
O efêmero vivido por nós
Quantas vírgulas usei
Extensivas as nossas noites
Quantas reticências...
Para cada silencio ou pensamento
Ah! Quanto exclamei!
Na intensidade dos seus beijos
... Olhar, sorriso!
De pontuar nada sei
As palavras misturei ao sentimento
A saudade citei em cada parágrafo
Gritei em cada fonética
Enquanto EU E VOCÊ
Ficamos perdidos
Na linha do ponto final!
 
Fátima Lima

quarta-feira, 15 de março de 2017

Partida

E foi...
Sem olhar para trás
Sem dizer adeus.
Seguiu a estrada do destino
Espalhou no caminho
Sementes de saudades.
Sem bater a porta,
Deixou a esperança
De um talvez...
Deixou no vento que sopra
O sussurro do seu desejo
Deixou no ar seu cheiro
Que respiro e embriago-me
De lembranças nutridas de sonhos.
 
Fátima  Lima

domingo, 5 de março de 2017

Sem você

Hoje, meu olhar
cruzou o mesmo horizonte
que ontem nos uniu.
Tudo estava diferente
O mar sem cor
As ondas ecoavam
um som triste
O sol se escondeu
com seus raios
sem brilho
Perdida fiquei
Recolhi minha
bagagem emocional
e tranquei na alma

Fátima  Lima

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Versos peregrinos

Senti vontade de escrever
Mas, vi meus versos nus
Sentindo sua falta
Sentindo fome
Do seu carinho
Sede do seu amor
Minhas palavras
Estão frias
Sem você para aquecer.
Hoje, meus versos
Vagueiam nas ruas da solidão
Alimentam-se de esperanças
Morrem de lembranças
Ao sol se por
Sobrevivem de fé
Renascem
Quando o dia amanhece
Assim, caminham sem destino
Meus versos peregrinos!

Fátima Lima

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O quase


Palavras... Palavras
Gritos
Lágrimas
Choros
Acolho-os na alma
Em silêncio
Desaguando
Nas cicatrizes do coração
Que amanhecem sorrindo
E despertam meus sonhos
Do quase foi... Quase seria
Em cada momento meu!

Fátima Lima

Vazios

Ao longe te vejo
Com os olhos já cansados
E a alma enxergando perto
O coração acelera
Sentindo sua presença
Ouço seus passos
Sinto seu cheiro no ar
Nas revoadas dos ventos
Corpos distantes
Sentimentos mesclados de desejo
Pensamento fazendo pouso
Entre a distancia e a ausência.
Enquanto a alma se aquieta
No vazio de nós dois.
 
Fátima Lima

quarta-feira, 2 de março de 2016

Despedida

Sem olhar para trás
segui a estrada.
Senti a poeira da saudade
bater no meu rosto.
Vi-me só!
Deixei os sonhos
que me ligam a você
nas pedras do caminho.
Entreguei o amor
que você dizia sentir,
ao pássaro que encontrei.
Ele...bateu asas e voou
Desfiz-me do que nunca existiu
do que nunca foi.
Eu segui...
e a saudade me acompanhou
sem olhar para trás.

Fátima  Lima